Banca baixa “spreads” na troca de casa para ganhar rentabilidade

melhor-credito-habitacaoBES, BCP e Santander Totta avançam com proposta de “Spreads” abaixo do preçário.

O Santander Totta lançou uma solução para fomentar a troca de imóveis por parte dos seus clientes. Tal como já fez o BES, e também o BCP, o banco liderado por António Vieira Monteiro assenta a sua aposta na oferta de “spreads” inferiores aos do preçário, que também já têm vindo a ser reduzidos. O objectivo, explicam os economistas, é o de tentarem rever a margem das suas carteiras de crédito para conseguir dar resposta à baixa rentabilidade.

O BES avançou no final de Março com o “Crédito á Habitação Troca de Casa”, solução que, diz o banco, “pretende ir ao encontro de quem necessita mudar de casa, mas que tem dificuldade em fazê-lo, em grande medida devido ao aumento nas prestações da casa que tal decisão acarretaria”. Já este mês surgiu o “Vantagem Troca de Casa” do BCP. E agora nasce o “Nova Casa”, uma solução promovida pelo Santander Totta.

Tal como acontece com as propostas do BES e do BCP, esta solução do banco liderado por António Vieira Monteiro assenta na oferta de margens mais reduzidas nos novos empréstimos à habitação, numa altura em que o sector já tem vindo a descer os “spreads” nos preçários. O Santander Totta oferece “uma redução no `spread’ do empréstimo para comprar a sua nova casa (…) inferior ao praticado num empréstimo normal”. Por exemplo, um crédito actual de 130 mil euros, com “spread” de 0,4%, aumentando para 200 mil pode ter taxa de 1,98%. No preçário, o mínimo é de 2,99%.

O BCP apresenta um “spread” de 2,75% nos primeiros 24 meses, sendo “aplicado um desconto de 0,75% sobre o preçário no prazo remanescente”, diz o banco. Já o BES revelou, aquando do lançamento deste produto para a troca de casa, que o mínimo será de 2%. Neste caso, para definir qual será a taxa, o banco irá fazer a média ponderada do “spread” do empréstimo já contratado com o do preçário em vigor (considerando a bonificação máxima) que é de 2,75%.

Retomo da carteira

Estes produtos, que começam a ser mais comuns, são uma resposta à necessidade de muitas famílias de trocarem de casa depois de anos a adiarem essa decisão. Os bancos “sabem que há no mercado quem deseje trocar de casa e só não o faz porque não pretende abrir mão das condições de crédito que contratou anteriormente”, nota Filipe Garcia. “Estas campanhas tentam alterar o comportamento de quem não quer pagar as ‘novas’ condições, nem quer prescindir das ‘antigas”, acrescenta o economista da IMF.

“Por um lado, os bancos têm necessidade de gerar resultados com a sua atividade de intermediação de crédito, correndo riscos mais calculados e remunerando-se melhor por essa função”, diz Filipe Carda. O objectivo de aumentar a rentabilidade da carteira de crédito fica explícito na limitação destas soluções a clientes actuais, nomeadamente àqueles que têm taxas muito baixas. Os bancos “pretendem acelerar o processo de revisão do preço dos activos cujas condições pesam na rentabilidade do sector”, diz Paula Carvalho, economista-chefe do BPI.

Esta solução “destina-se aos clientes que já tenham crédito à habitação no banco e que pretendem mudar de casa”, refere o Santander Toda. No BES é para clientes que tenham a decorrer um crédito anterior a 2010″, enquanto o BCP é mais explicito: estes “spreads” mais reduzidos estão disponíveis “exclusivamente para clientes com crédito à habitação em vigor cujo ‘spread’ seja inferior a 1,5%”.

Resposta aos pequenos

“A banca está a tentar ressuscitar o produto, mas com mais cautelas do que anteriormente”, nota o economista da IMF. Isso tem sido visível através das reduções efectuadas nos “spreads”, nos preçários. BCP, CGD e Santander Totta já reviram, este ano, a margem mínima exigida, no caso do BCP até por duas vezes. Cortes influenciados, em parte, pela maior agressividade de instituições mais pequenas neste segmento.

Estas soluções de troca de casa são, “naturalmente, um produto que tem de ser visto numa ótica concorrencial”, diz Filipe Garcia. “Clientes que queiram contratar à habitação e cumpram os critérios da banca são clientes interessantes” para o sector financeiro nesta altura. “Esse objectivo de não perder novos negócios cruza-se com o de tentar dinamizar produto de crédito à habitação’?, conclui o economista.

Conheça as propostas da banca para a troca de casa

“CH Troca de Casa” do BES com taxa mínima de 2%

A QUEM SE DESTINA?

Oferta só para clientes do BES que tenham a decorrer um crédito à habitação anterior a 2010.

QUAIS AS CONDIÇÕES?

“Spread” resulta da média ponderada entre o actual e o mais baixo do preçário. Mínimo é de 2%.

QUAL O “SPREAD”?

Margem mínima exigida é de 2%, abaixo dos 2,75% do preçário.

Troca no BCP só para ”spreads” abaixo de 1,5%

A QUEM SE DESTINA?

Exclusivamente para clientes com a crédito à habitação a decorrer no BCP cujo “spread” seja de menos de 1,5%.

QUAS ÀS CONDIÇÕES?

“Spread” de 2,75% nos primeiros 24 meses.

QUAL O “SPREAD”? 2,75%

Margem, que está abaixo dos 3% do preçário, muda após 24 meses.

“Nova Casa” do Totta com “spread” abaixo de 2%

A QUEM SE DESTINA?

“Não há limitação quanto à antiguidade do crédito nem quanto ao `spread”‘, diz o banco.

QUAIS AS CONDIÇÕES?

“Spread” a aplicar terá em conta o “spread” em vigor no empréstimo em curso. Pode ficar abaixo de 2%.

QUAL O “SPREAD”? 1,98%

Banco não define taxa. Admite cobrar margem de 1,98%.

Fonte: Negócios

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