Portugal tem as casas mais subvalorizadas da Europa

construcaoSegundo os dados apresentados pelo Banco Central Europeu esta semana, o imobiliário residencial português é o mais deprimido da zona euro, mas preços já terão batido no fundo.

O imobiliário residencial português é o mais subvalorizado da zona euro, de acordo com os dados publicados esta semana pelo Banco Central Europeu, no Relatório de Estabilidade Financeira. Numa metodologia complexa, que tem em conta, entre outros, os rácios que combinam os preços do imobiliário face aos valores de arrendamento, e também os preços dos imóveis face ao rendimento das famílias, o imobiliário residencial nacional aparece como o mais deprimido. Segundo os dados apresentados pelo regulador europeu, os imóveis portugueses para habitação apresentam uma subvalorização em torno dos 12%, seguidos de perto pela Holanda e Irlanda. Já o imobiliário para fins comerciais surge sobrevalorizado, no final do primeiro trimestre do ano, em cerca de 5%.

O Banco Central Europeu (BCE) nota que: “Os preços do imobiliário comercial e residencial continuaram em queda, principalmente nos países mais vulneráveis do euro, como o Chipre, Grécia, Portugal e Espanha, mas também na Holanda”. Adianta no entanto que os dados sugerem que os preços do imobiliário nestes países terão já batido nos mínimos, após vários anos de ajustamento, e que estarão agora no caminho da recuperação.

O regulador destaca ainda a tendência de aumento do investimento estrangeiro, particularmente de investidores não europeus, que foram responsáveis por quase metade do volume total de transações registadas no último trimestre de 2013 na área do euro. “Isto pode ser um sinal de procura por ‘yield’ num ambiente de baixas taxas de juro, principalmente por parte de investidores asiáticos e fundos soberanos”, escreve o BCE.

Uma tendência que tem sido aliás particularmente visível em Portugal, e cujos dados mais recentes da consultora Jones Lang LaSalle (JLL) voltam a confirmar. Segundo um estudo publicado ontem, o investimento imobiliário em Portugal em ativos de rendimento no primeiro trimestre de 2014 – geralmente ocupados ou em vias de ocupação e que pressupõem uma determinada rentabilidade – foi exclusivamente de origem internacional. O investimento neste tipo de imóveis somou 28 milhões de euros, com o retalho a captar 79% do investimento, contra 21% para escritórios.

Pedro Lancastre, director-geral da JLL Portugal refere que: “Desde meados do ano passado que se tem assistido a um crescente interesse por parte dos investidores estrangeiros em adquirir ativos imobiliários em Portugal. Este interesse é muito diversificado, quer na sua proveniência, quer no tipo de produto que é procurado. Os 28 milhões de euros de imobiliário de rendimento traduzem um valor ainda tímido face aos negócios de grande volume que estão em perspetiva, mas é natural que assim seja nos primeiros meses do ano”.

Fonte: Económico

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