Emissão de certificados energéticos a subir

IMG_6297No primeiro semestre de 2014 foram emitidos cerca de 72.600 registos pelo Sistema de Certificação Energética, um crescimento de 152%. A emissão de certificados energéticos continua a subir significativamente. No primeiro semestre do ano de 2014, segundo informação da ADENE – Agência Nacional para a Energia, foram efetuados cerca de 72.600 registos através do Sistema de Certificação Energética (SCE), o que representa um crescimento de 152%, face ao mesmo período do ano passado.
Esse aumento deriva muito da obrigatoriedade de um certificado energético para a venda ou arrendamento de um imóvel, no momento do anúncio para a sua comercialização, uma medida em vigor desde 1 de Dezembro de 2013. E levou a um crescimento exponencial da emissão de certificados ao longo de 2014: em Dezembro de 2013 foram emitidos 4.177 certificados, em Janeiro deste ano a certificação subiu para 11.944 casos e 15.833 em Maio.
Em termos cumulativos, no período entre Junho de 2007 e o mesmo mês de 2014, contabilizaram-se aproximadamente 710 mil certificados energéticos emitidos.

Habitação continua a dominar a emissão
A classificação do desempenho energético do edificado nacional continua, amplamente centrada nos prédios residenciais, que representam estruturalmente cerca de 90% dos registos emitidos. Considerando apenas os dados do primeiro semestre de 2014, essa representatividade foi de 88%.
Segundo o Catálogo de Estudos relativamente ao II trimestre de 2014 – do Gabinete de Estudos da APEMIP – Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal -, no período de Junho de 2007 a Junho de 2014, observou-se, em termos de estrutura de eficiência energética que as classes mais representativas no segmento residencial foram as classes C (25,8%) e a B (20,5%). Nos serviços, a classe com maior número de ocorrências é a G (27,5%), dado que se trata da categoria onde estão a maioria dos ‘Pequenos Edifícios de Serviços Sem Sistema de Climatização’.
Tanto nos “Grandes Edifícios de Serviços” (41,4% das ocorrências), como nos “Pequenos Edifícios de Serviços Com Sistema de Climatização” (38,3%), a classe mais representativa é a B. Nos ‘Pequenos Edifícios de Serviços Sem Sistema de Climatização’, a classe G é a mais representativa, registando 31,4% de ocorrências.
No segmento residencial, por tipologia, observa-se, que da totalidade dos imóveis certificados, 36,7% incidem na T3 e 32,6% na T2. No segmento de serviços, a maioria dos imóveis alvo de certificação energética, incidiu nos ‘Pequenos Edifícios Sem Sistema de Climatização’ (cerca de 87,2%).

Grandes centros urbanos em destaque
Já no âmbito geográfico e no que refere ao número de certificados emitidos, entre Junho de 2007 e Junho de 2014 os centros urbanos de Lisboa (26,5%), Porto (15,9%), Faro (11,1%), Setúbal (10%) e Braga (5,8%), evidenciaram uma preponderância de 69% no segmento residencial. Nos serviços, os distritos mais representativos foram sensivelmente os mesmos: Lisboa (28,9%), Porto (18,6%), Setúbal (8,6%), Faro (7,7%), Aveiro (5,4%) e Braga (5,3%), com um total combinado de certificados emitidos a rondar os 74%.

Fonte: Gabinete de Estudos da APEMIP/SOL

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