Prestação da casa continua a baixar com novos mínimos das taxas Euribor

A média das taxas Euribor voltou a descer em Novembro, o que significa novas reduções das prestações da casa nos empréstimos a rever em Dezembro.

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As taxas de juro utilizadas nos empréstimos da casa renovaram-se em novos mínimos históricos, arrastando as prestações, especialmente nos contratos mais antigos, para os níveis mais baixos de sempre. Em centenas de milhares de empréstimos, o spread ou margem comercial do banco é muito superior à taxa Euribor.

A média da Euribor a três meses, o prazo mais utilizado nos créditos recentes, fixou-se em Novembro em 0,081%, ligeiramente abaixo de 0,083% de Outubro. Um contrato de 150 mil euros, a 30 anos, com um spread de 0,7%, vai passar a pagar uma prestação de 474,99 euros. Este valor corresponde a menos 7,47 euros face à última revisão de taxa, ocorrida em Setembro passado.

A Euribor a seis meses, o prazo mais utilizado no conjunto dos empréstimos à habitação em Portugal, fixou-se em 0,182%, um valor que fica ligeiramente abaixo dos 0,184% do mês anterior. A simulação, realizada pelo PÚBLICO, permite concluir que o mesmo empréstimo, com a nova taxa, passará a pagar 474,51 euros, menos 16,05 euros.

A Euribor a 12 meses, um prazo muito pouco utilizado em Portugal nos empréstimos à habitação, também continuou em rota descendente, fixando-se em 0,335% em Novembro, contra 0,338% do mês anterior.

A descida das taxas Euribor, fixadas no mercado interbancário a partir dos valores a que os bancos estão disponíveis para emprestar dinheiro entre si, tem sido influenciada pelas decisões do Banco Central Europeu (BCE). A autoridade monetária colocou as taxas de juro próximas de zero e tem tomado outras iniciativas, como a compra de obrigações hipotecárias e de créditos titularizados.

A estagnação da economia europeia e o risco de deflação podem levar o BCE a tomar novas medidas, nomeadamente, a comprar títulos de dívida pública a partir do próximo ano.

O BCE tem sido pressionado, incluindo pelo FMI, a avançar para a compra de dívida soberana, como o fizeram a Reserva Federal norte-americana, o Banco de Inglaterra e o Banco do Japão, como resposta ao aumento do desemprego e à queda da inflação nas suas economias.
Fonte: Público

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