Contrato de Exclusividade? Saiba mais…

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O contrato de exclusividade proposto por algumas imobiliárias, entre as quais a empresa onde trabalho, a Keller Williams, é normalmente um dos requisitos que mais faz balançar o proprietário na hora de decidir qual a melhor estratégia para vender a sua casa. Contudo, o que parece ser uma desvantagem à primeira vista, não o é, e a prova disso acaba por vir ao de cima com o passar do tempo.

Aqui ficam algumas razões para não recear a assinatura de um contrato de exclusividade para a venda de uma casa:

O EMPENHO – O proprietário ganha uma dedicação maior por parte do consultor que trabalha em modo de exclusividade, contrariando a ideia errada de que: se existirem “n” consultores concorrentes a trabalhar em paralelo no mesmo imóvel, o trabalho é multiplicado por “n”. O que a experiência acaba por demonstrar é que, depois de um pico inicial de atividade logo após a celebração do “contrato aberto” (imóvel à venda por diversas mediadoras), esta vai decrescendo e o imóvel tende a perder interesse por parte dos consultores, os quais preferem focar-se nos imóveis que vendem em exclusividade, em detrimento dos que são vendidos em “contrato aberto”.

OS RISCOS – A venda de uma casa, ao contrário do que pode parecer à primeira vista, não é uma mera transação idêntica à de tantos outros produtos comerciais. Existem demasiadas “armadilhas” jurídicas, fiscais e financeiras que podem conduzir o proprietário a situações bastante complicadas.

Ora, o papel de um consultor imobiliário experiente e devidamente assessorado por uma equipa profissional, é aconselhar a cada momento o seu cliente e evitar que tal aconteça.
O TEMPO – Esta é uma variável que deve contribuir para a qualidade da venda e não para uma venda a qualquer preço. Você confiaria num cirurgião cerebral só porque ele promete efetuar a operação de forma mais rápida? Ou num mecânico de oficina? Ou num construtor de uma casa? Não? Pois claro! Tem receio do que possa suceder no final, certo? Com a venda de uma casa não é diferente. Arriscar a sua casa numa competição desenfreada que pode acabar por desvalorizar o seu imóvel e aumentar a sua frustração, não parece assim tão boa ideia, pois não? Tudo isso para evitar um contrato de exclusividade, cujo período de tempo regra geral é de apenas 6 meses!
O FOCO – Para o consultor, a exclusividade significa que este tem tempo para desenvolver um trabalho profissional. O seu foco deixa de estar centrado na competição com os restantes vendedores da sua casa e passa a incidir na procura do melhor cliente. Ou seja, aquele comprador que está disposto a valorizar o seu imóvel pelo preço mais elevado e a concretizar a compra no período de tempo mais curto. O consultor, em vez de lutar contra o tempo, passa a lutar pela valorização do seu imóvel, porque ambas as partes têm a ganhar com isso.
O MARKETING – Quando o mediador lhe oferece a “não exclusividade” como uma vantagem e simultaneamente lhe promete usar um marketing poderoso ao serviço da comercialização do seu imóvel, ele não está a ser verdadeiro. O Marketing nos dias que correm tem custos elevados, quer se trate de marketing tradicional ou de marketing digital. Investir nas redes sociais, em equipas de profissionais (fotógrafos, produtores de audiovisual, marketeers e designers, tradutores, etc.), nos múltiplos sites de anúncios nacionais e internacionais, etc. tem custos, muitos custos. A exclusividade é o preço a pagar por chegar em primeiro lugar junto do cliente final e conseguir o melhor cliente para a sua casa.
A CONFIDENCIALIDADE – Nem sempre este argumento é suficientemente ponderado pelos proprietários que pretendem preservar a sua confidencialidade durante o processo de venda da casa. É fácil de perceber que, se esse é um fator importante para si, ao optar pela não exclusividade está a trilhar o caminho oposto ao pretendido. Um consultor experiente que trabalhe em regime de exclusividade na venda da sua casa, terá o tempo e o estímulo adicional para explorar a sua rede própria de contactos e conseguir um comprador, mesmo sem recorrer à publicidade desregrada que a competição entre vários mediadores lhe traria por certo.
A DESVALORIZAÇÃO – Um imóvel para venda, ainda “virgem” no mercado, provoca interesse e curiosidade, isto porque ainda poucos o conhecem, conseguindo manter intacta a sua “aura de valorização”.
Um imóvel promovido por várias mediadoras, cada uma usando descritivos e reportagens fotográficas distintas, às vezes com o preço desatualizado, até nas mesmas plataformas (em que o imóvel é listado “n” vezes) concorre rapidamente para criar a imagem de um imóvel “em quem ninguém pega e que provavelmente terá algum problema”.
Resumindo: Não há razão para recear um contrato de exclusividade.
Seis meses não são uma eternidade, mas sim uma oportunidade para, com a ajuda de um profissional com provas já dadas, poder melhorar as chances de vender bem uma casa.
Estes são apenas alguns dos argumentos que confirmam o velho ditado: “depressa e bem não há quem!”.
Fonte: Ana Mação KW Pr1me

 

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